O mercado de IA jurídica saiu de "promessa" para "marketing pesado" em dois anos. Em 2026, qualquer fornecedor diz ter "IA". A pergunta útil deixou de ser "tem IA?" e virou "como ela funciona, e o que ela cita?".
Este checklist propõe sete perguntas técnicas para fazer em demo. Não é "responda sim para descartar". É mostrar onde está o trade-off em cada resposta, para que a decisão fique no nível certo.
1. A IA tem RAG sobre os documentos do meu escritório, ou só sabe o que estava no treino do modelo?
Por que importa. Sem RAG (Retrieval-Augmented Generation), a IA responde com base no corpus de treino do modelo, que pode ter dois anos de defasagem e nada do seu escritório. Com RAG, a IA consulta os documentos do escritório antes de responder, e a resposta cita a fonte interna.
Como uma plataforma deficiente responde. "Nossa IA é poderosa, treinada em milhões de documentos." Atenção: "treinada em" é o corpus do modelo, não a sua base. Pergunte explicitamente onde a busca acontece em runtime.
Como o Juspilot responde. RAG nativo com busca híbrida (70% semântica via embeddings em pgvector + 30% full-text + reranking Cohere) sobre os documentos do escritório. Toda resposta vem com fonte clicável.
2. A base de jurisprudência é STJ, STF e TST, ou genérica internacional?
Por que importa. Plataforma estrangeira treinada em case law americano não conhece Súmula 67 do STJ nem ARE 1.067.621. A "tradução" para PT-BR não compensa a ausência da base. Em direito brasileiro, citar precedente vinculante com referência exata não é nice to have.
Como uma plataforma deficiente responde. "Nossa IA pode pesquisar qualquer jurisprudência." Pergunte: a base STJ/STF/TST é indexada e atualizada com que frequência, e como lida com status (vigente, superada, cancelada)?
Como o Juspilot responde. Base curada de STJ e STF em produção, TST em validação. Monitoramento de status do precedente (vigente, superada, cancelada). Súmulas Vinculantes inseridas e atualizadas. Mais detalhes em Jurisprudência.
3. Existe monitoramento de status do precedente?
Por que importa. Citar precedente superado ou cancelado é tão ruim quanto citar inexistente, e às vezes pior, porque a parte contrária pode usar a citação contra você. Monitoramento ativo é obrigação técnica em qualquer base que se proponha a ser usada em peça.
Como uma plataforma deficiente responde. "A base é atualizada periodicamente." Pergunte: como o sistema marca um precedente que foi superado entre uma indexação e outra? O advogado vê o status na hora da consulta?
Como o Juspilot responde. Status visível em cada precedente da base curada, com tag explícita (vigente, superada, cancelada). Entradas curadas manualmente nunca têm o status sobrescrito por sync automático.
4. Toda resposta vem com fonte citável, ou pode "inventar"?
Por que importa. A alucinação de jurisprudência por LLM já gerou caso célebre nos EUA (Mata v. Avianca, 2023, com sanções). A correção arquitetural é citação vinculada à fonte: se o sistema não encontrou, ele diz "não encontrei", não "aqui está".
Como uma plataforma deficiente responde. "Nosso modelo é treinado para não alucinar." Não existe modelo treinado para não alucinar. Existe sistema que busca antes de responder e amarra cada citação a um documento real.
Como o Juspilot responde. Toda resposta da IA jurídica vem com link para o documento original (precedente, contrato, peça do escritório). Sem fonte verificável, a sugestão não vira peça. Detalhes técnicos em Analyze.
5. Assinatura eletrônica é nativa, ou exige outro fornecedor?
Por que importa. Plataforma jurídica sem assinatura nativa força stack montada: sistema jurídico + DocuSign (ou equivalente) + Drive + planilha. Cada handoff entre ferramentas é onde dados se perdem e audit trail quebra. Em direito, audit trail quebrado é problema sério.
Como uma plataforma deficiente responde. "Integramos com DocuSign." Tradução: mais uma assinatura mensal, mais uma ponta de integração para manter, mais um lugar onde o documento vive.
Como o Juspilot responde. Assinatura eletrônica nativa com hash chain SHA-256 imutável, compatível com ICP-Brasil. AES-256 em repouso e trânsito. Audit trail no mesmo banco do contrato e do caso.
6. Os dados do escritório treinam modelos globais? Onde ficam armazenados?
Por que importa. "IA grátis" e "IA barata" geralmente significam "seus dados viram material de treino do modelo". Em escritório de advocacia, isso é incompatível com sigilo profissional (Estatuto OAB, art. 7º) e com LGPD (art. 7º, IX). A pergunta sobre soberania de dados não é jurídica filosófica, é contratual e operacional.
Como uma plataforma deficiente responde. "Seus dados são seguros." Pergunte: o contrato com os providers de IA (OpenAI, Anthropic, Google) tem cláusula explícita de não-treinamento? Os dados em repouso ficam em qual região? RLS está aplicado por team na base?
Como o Juspilot responde. Cláusula de não-treinamento com providers, dados em repouso com AES-256, RLS nativo no Postgres por team_id, soberania BR. Conformidade LGPD declarada (sem SOC 2 ou ISO 27001 formal ainda, em roadmap).
7. O preço está em BRL, e o que está incluso?
Por que importa. Plataforma cobrada em USD ou EUR transfere risco cambial para o escritório, que não fatura em moeda forte. R$ 1.500/mês hoje vira R$ 1.800 em três meses sem aviso. Pior é "consultoria de implantação" obrigatória que aparece como item separado de R$ 15-50k antes da primeira fatura mensal.
Como uma plataforma deficiente responde. "Fale com vendas." Sem preço público, o número final depende de quanto você revelou que está disposto a pagar.
Como o Juspilot responde. Preço público em BRL: Essencial R$ 0, Solo R$ 127/mês, Professional R$ 247/usuário/mês a partir de 3 usuários, Enterprise sob consulta. Trial de 7 dias do plano completo, sem cartão. Veja Pricing.
O que fazer com este checklist
Não use as sete perguntas como filtro binário. Use como mapa de trade-offs: cada plataforma vai ganhar em algumas, perder em outras. O que importa é que a resposta da plataforma seja específica e técnica, não retórica de marketing.
Se uma plataforma responde "nossa IA é a melhor do mercado" para qualquer das sete, refaça a pergunta com mais detalhe técnico. Se a segunda resposta também for vaga, você tem informação suficiente.
Para testar o Juspilot contra esse checklist em casos reais, o trial é de 7 dias sem cartão. A página de comparação mostra como cada feature aparece em demo.


